terça-feira, 17 de novembro de 2015
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Funec forma 86 alunos dos cursos do EJA/FIC
Modalidade atende pessoas que querem terminar a educação básica e aprenderem uma profissão
Mais uma vitória para a educação de
Contagem. Aconteceu na quinta-feira (1º/10) a formatura de 86 alunos da
Educação de Jovens e Adultos / Formação Inicial Continuada (EJA/FIC),
cursos voltados para pessoas que querem completar a educação básica e se
qualificarem profissionalmente. Os cursos foram realizados em seis
escolas do município, em uma parceria entre a Secretaria Municipal de
Educação, a Fundação de Ensino de Contagem (Funec), por meio do Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Os alunos dos cursos de Operador de
Computador, Operador de Caixa, Confeccionador de Bijuterias, Promotor de
Vendas e Fotógrafo iniciaram as aulas em 23 de fevereiro deste ano e
tiveram carga horária de 200 horas, distribuídas ao longo do ano, em 2
dias por semana.
O vice-prefeito de Contagem, João
Guedes, homenageou os formandos pela conquista do certificado e do
aprendizado de uma profissão. "Fico extremamente feliz em ver pessoas
que estão claramente pensando e trabalhando por um Brasil melhor.
Qualificar-se é o melhor caminho para isto. Agradecemos ao prefeito
Carlin Moura por ter reaberto a Funec em seu primeiro ato de governo,
proporcionando educação de qualidade, para jovens e adultos".
Para o presidente da Funec, Hugo Vilaça,
ver novos profissionais sendo formados em Contagem é muito gratificante
para a gestão pública. "A escolha de voltar a estudar, concluir o
ensino médio e ainda aprender uma profissão é um passo enorme para a
melhoria da qualidade de vida de cada um de vocês. Para Contagem,
representa novos profissionais qualificados para atuarem na cidade e
melhorarem nossos produtos e serviços. A realização do sonho de cada um
dos formandos faz parte do desenvolvimento social e econômico de
Contagem", frisou.
A felicidade com a nova profissão marcou
o discurso de José Adriano Silva, aluno do curso de Operador de
Computador. Para ele, estudar de novo foi uma das melhores coisas que
aconteceu em sua vida. "Com minha nova profissão, posso conseguir uma
melhor remuneração e juntar dinheiro para pagar uma faculdade daqui a
alguns anos", garantiu José.
Qualificação
A Funec foi a segunda fundação municipal a se credenciar como ofertante do Pronatec e, desde 2013, vem consolidando o programa. Na qualidade de ofertante, a Funec é responsável por, após captar as demandas do município, propor ao Ministério da Educação a oferta das vagas. Assim, desde a primeira pactuação, em agosto de 2013, cerca de 5 mil alunos já se matricularam nos mais de 40 cursos ofertados pela Funec.
A Funec foi a segunda fundação municipal a se credenciar como ofertante do Pronatec e, desde 2013, vem consolidando o programa. Na qualidade de ofertante, a Funec é responsável por, após captar as demandas do município, propor ao Ministério da Educação a oferta das vagas. Assim, desde a primeira pactuação, em agosto de 2013, cerca de 5 mil alunos já se matricularam nos mais de 40 cursos ofertados pela Funec.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
AEE Móvel auxilia inclusão de crianças com deficiência
Ações inclusivas comprovam pioneirismo de Contagem na Educação Infantil
Diante da recente exigência do
Ministério da Educação para que os municípios estendam o Atendimento
Educacional Especializado (AEE) à Educação Infantil, Contagem, mais uma
vez, comprova pioneirismo na inclusão. Funciona na cidade desde o início
do ano, o AEE Móvel, serviço disponibilizado pela prefeitura para
apoiar e dar suporte às crianças com deficiência atendidas nos Centros
Municipais de Educação Infantil (Cemeis).
Ao todo, já são 89 crianças de 16
unidades beneficiadas pela iniciativa. "Mais uma vez, Contagem saiu na
frente. Até 2016, nossa meta é que o AEE Móvel atenda cem por cento dos
Cemeis (37 unidades), que juntos têm matriculados 169 estudantes com
deficiência", ressalta o secretário de Educação, professor Ramon.
De acordo com o secretário, o trabalho é
desenvolvido por quatro professoras de AEE, selecionadas,
especificamente, para atuar não só com as crianças, como também com as
famílias e as escolas que atendem educandos de zero a 4 anos. "Essas
profissionais visitam as unidades, semanalmente, de acordo com agenda
programada pela Diretoria de Inclusão da Seduc".
Mãe do estudante Pedro, de quase 5 anos,
atendido no Cemei Campo Alto, na região do Petrolândia, Kárita de
Oliveira Souza Barros, representa uma das famílias que aprova o AEE
Móvel, e acompanha com satisfação os avanços do filho. "Percebo que ele
desenvolveu demais em aspectos importantes para um autista, como por
exemplo na comunicação pelo olhar, na compreensão de comandos e, até
mesmo, no comportamento. Ele está mais sociável".
O filho de Kárita, que também nasceu com
baixa visão, foi contemplado pela prefeitura, no início deste ano, com
um kit específico para facilitar o seu dia a dia nas atividades
escolares, outra iniciativa de ensino inclusivo elogiado pela mãe, que
também é educadora.
Para a dirigente do Cemei Icaivera, Ana
Carla Carvalho de Souza, a assessoria de profissionais de AEE aponta
caminhos para que as escolas possam acolher melhor as crianças com
deficiência. "Na nossa unidade, por exemplo, temos crianças com
deficiências variadas como paralisia cerebral, autismo, hidrocefalia,
que exigem intervençôes diferenciadas", diz a dirigente.
A proposta Curricular da Educação
Infantil no país tem como pilares o educar, cuidar e o brincar, cuja
ideia principal é garantir experiências que promovam o relacionamento e a
interação das crianças. Nesse aspecto, explica a diretora de Inclusão
da Seduc, Sebastiana Rangel, o AEE busca remover as barreiras que
impedem a plena participação da criança no ambiente escolar, identifica
suas necessidades específicas e, junto com a escola e família, constrói
estratégias para o seu desenvolvimento.
Políticas de Inclusão
Contagem atende atualmente, além de 169
crianças com deficiência matriculadas na Educação Infantil, outros 1.134
estudantes com deficiência no ensino fundamental da Rede Municipal de
Ensino. A série de ações para aprimorar a educação inclusiva nas
unidades da rede, envolve o trabalho de um quadro de profissionais
capacitados, em frequente formação continuada.
Além dos 60 cuidadores, que auxiliam
estudantes com limitações físicas mais graves nas atividades de vida
diária, 500 estagiários e 47 instrutores e intérpretes da Língua
Brasileira de Sinais (Libras) atuam para dar suporte pedagógico aos
educadores no trabalho com esses educandos.
A Política de Inclusão dos Estudantes com Deficiência na rede de Contagem inclui também o funcionamento de 24 Salas de Recursos Multifuncionais, espaço dotado de material de tecnologia assistida, para atender as mais variadas especificidades da deficiência. Cada sala possibilita o atendimento de, aproximadamente, 25 estudantes.
A Política de Inclusão dos Estudantes com Deficiência na rede de Contagem inclui também o funcionamento de 24 Salas de Recursos Multifuncionais, espaço dotado de material de tecnologia assistida, para atender as mais variadas especificidades da deficiência. Cada sala possibilita o atendimento de, aproximadamente, 25 estudantes.
Articuladores estreitam laços com comunidade escolar
Estão sendo realizadas visitas domiciliares para melhor conhecer a realidade de cada estudantes
Com o intuito de promover maior
aproximação com a comunidade, escolas de Contagem estão indo até as
famílias dos estudantes e as lideranças do território onde estão
inseridas. Os 54 articuladores comunitários, que coordenam as atividades
da educação integral na Rede Municipal de Ensino, agora realizam,
também, visitas semanais a casa de educandos. A ação integra o Programa
de Formação Continuada, que prevê o envolvimento de toda a sociedade
para aprimorar a educação das crianças e jovens do município.
De acordo com o secretário de Educação,
professor Ramon, a proposta das visitas domiciliares é conhecer melhor o
contexto de vida do aluno para que intervenções necessárias no ambiente
escolar sejam adequadas às peculiaridades do estudante. "Muitas vezes, o
mal desempenho escolar ou atitudes de indisciplina por parte do
educando estão associadas a alguma ocorrência em casa ou até mesmo na
comunidade onde mora".
Durante as visitas, as famílias
respondem a um questionário detalhado sobre suas condições econômicas e
sociais, o que inclui informações sobre moradia, lazer, relações
familiares, quadro de saúde e acompanhamento escolar dos filhos, dentre
outras. As lideranças, por sua vez, opinam sobre o papel da escola e o
que pode ser feito para elevar o senso de pertencimento naquela
comunidade.
Na sexta-feira, (25/9), a dona de casa
Kênia Sheila Cardoso Macedo, 33, foi uma das contempladas com a visita.
Ela abriu as portas da sua casa, na Vila São Vicente, na região do
Industrial, para receber Ademir José dos Santos, articulador comunitário
na Escola Municipal Vereador Jésu Milton dos Santos, unidade onde
estudam Atanael, 12; e Geovanna, 7, filhos de Kênia. Entre uma e outra
resposta às perguntas feitas pelo articulador, a mãe destacou que o
filho mais velho já recebe acompanhamento médico por causa do
comportamento inquieto em sala de aula. Segundo ela, o filho tem
dificuldade de concentração, mas acredita que o "agitamento seja próprio
da idade".
Ao longo da visita do articulador
comunitário, as famílias também recebem orientações sobre os
equipamentos e serviços públicos disponíveis no território onde moram, e
até mesmo, quando necessário, encaminhamentos para órgãos de saúde e de
assistência social. Na conversa com Ademir dos Santos, a mãe de Atanael
e de Geovanna, ficou sabendo, por exemplo, que em caso de longo período
de desemprego do marido Jerson, ela pode recorrer ao Centro de
Referência da Assistência Social (Cras), também conhecido como Casa da
Família.
Kênia Macedo elogiou a iniciativa da
prefeitura. "Achei muito interessante ter oportunidade de falar de
alguns assuntos da escola, aqui na minha casa. Eu me senti mais à
vontade. Levo meus filhos à escola todos os dias, mas é tudo muito
corrido. Além disso, às vezes, falar de determinadas coisas na
secretaria da escola me deixa constrangida, porque sempre tem outras
pessoas por perto", salientou.
Conceito
O Programa de Formação Continuada, em curso em Contagem, parte do princípio da Cidade Educadora, por isso a capacitação envolve todos atores e órgãos que cuidam direta e indiretamente da área de ensino no município. Além de cerca de 4 mil professores e pedagogos da Rede Municipal de Ensino, e dirigentes das escolas, o programa contempla ainda o quadro administrativo da Secretaria de Educação (Seduc), articuladores comunitários; conselheiros tutelares e conselheiros de direitos, dentre outros atores da sociedade civil.
O Programa de Formação Continuada, em curso em Contagem, parte do princípio da Cidade Educadora, por isso a capacitação envolve todos atores e órgãos que cuidam direta e indiretamente da área de ensino no município. Além de cerca de 4 mil professores e pedagogos da Rede Municipal de Ensino, e dirigentes das escolas, o programa contempla ainda o quadro administrativo da Secretaria de Educação (Seduc), articuladores comunitários; conselheiros tutelares e conselheiros de direitos, dentre outros atores da sociedade civil.
Sobrevivente do Holocausto emociona público em Contagem
Em bate-papo com estudantes, amiga de Anne Franck, Nanette Blitz Konig, falou dos horrores da guerra e autografou livros
O primeiro dia da inédita visita a
Contagem da sobrevivente do Holocausto e amiga de Anne Franck, Nanette
Blitz Konig, foi marcado por emoção e admiração do público. Mais de 200
pessoas prestigiaram a tarde de autógrafos do seu livro "Eu sobrevivi ao
Holocausto" e o colóquio com estudantes e educadores da Rede Municipal
de Ensino e da Fundação de Ensino de Contagem (Funec), no hall principal
do Shopping Contagem, na quarta-feira (30/9).
O vice-prefeito João Guedes falou do
orgulho de receber no município uma "personagem guerreira" como Nanette.
Para ele, a visita representa "um momento único para a cidade e também
um convite à reflexão sobre a importância da humanização nas relações
entre todas as pessoas, independentemente da raça e etnia".
O secretário-adjunto de Educação,
Ademilson Ferreira, enfatizou que a visita da sobrevivente do Holocausto
se insere no contexto de construção do "Cultura de Paz e Mediação de
Conflitos no Ambiente Escolar", projeto que começará a ser implementado
nas unidades escolares da Prefeitura de Contagem, ainda neste mês.
"Sabemos que não temos como abarcar toda violência social, mas no nosso
foco que é a educação, vamos investir firmemente em ações pacificadoras,
que certamente vão gerar reflexos positivos em todos os espaços da
cidade".
Visivelmente emocionado, o rabino Uri
Lam, da Congregação Israelita Mineira, após ouvir o hino de Israel,
recorreu ao trecho "a nossa esperança nunca termina", para falar da
importância da persistência na busca por uma sociedade mais justa e
igualitária. "Dona Nanette é a personificação dessa luta, assim como
Anne Franck, mesmo na época nefasta do nazismo nunca perdeu a esperança
por um mundo melhor".
Sem desgrudar os olhos de Dona Nanette e
atenta a cada detalhe dos relatos dela, a estudante do 2º ano do Ensino
Médio da Funec Unidade Ressaca, Evelyn Ferreira Prado, 16, também se
emocionou com a presença da sobrevivente dos horrores do nazismo. "Li o
Diário de Anne Franck, estudei sobre Hitler, mas nunca imaginei que um
dia poderia estar frente a frente com uma amiga de Anne Frank. Nunca vou
me esquecer deste dia", completou.
Durante a conversa com o público,
Nanette Blitz Konig relembrou encontros com a amiga alemã de origem
judaica, Anne Frank, que morreu aos 15 anos em um campo de concentração,
e detalhou um pouco sobre o que foi o "horror" da Segunda Guerra
Mundial e a perseguição do nazismo aos judeus.
"O interessante é que quando acontece
alguma coisa ruim a gente quer esquecer. Ela, não. Conta a história e
com detalhes. Realmente, Dona Nanette é uma guerreira". A declaração é
de Raianne Helena Fiuza, aluna do 6º ano da Escola Municipal Anne Frank,
de Belo Horizonte, instituição que também fez questão de prestigiar a
visita da sobrevivente à Contagem, com um grupo de estudantes e
educadores.
De acordo com a sobrevivente, o número
de vítimas do Holocausto é muito maior do que é divulgado em documentos
oficiais. "Acreditamos, que mais de 9 milhões de pessoas foram mortas em
Auschwitz, a maioria judeus. Mas também foram exterminados poloneses,
romanos e soviéticos, além de outras nacionalidades, ciganos,
homossexuais e outras minorias que confrontavam com o regime nazista". A
maioria foi morta com gás, fuzilada, enforcada e incinerada no campo,
antes de o Exército Vermelho derrubar seus portões no inverno de 1945.
O evento, contou ainda com apresentações
musicais da Banda da Guarda Municipal e do Coral de Emmanuel, da
Fundação Caminho Verdade e Vida, o que também atraiu a atenção da
clientela do centro de compras.
Nanette Konig encerrou a visita a
Contagem na quinta-feira (1/10), depois de participar do evento
"Diálogos sobre Diversidade: ontem e hoje", na Câmara dos Vereadores; e
de roda de conversa com estudantes da Funec e da Educação de Jovens e
Adultos (EJA), no auditório da sede administrativa da Funec, no bairro
Eldorado.
Sobrevivente do Holocausto visita Contagem
Encontro com estudantes, homenagem e lançamento de livro marcam a passagem de Nanete Blitz Konig pela cidade
Contagem recebe nesta semana, durante
dois dias, a visita de Nanette Blitz Konig, sobrevivente do Holocausto e
amiga de Anne Frank . Durante sua passagem por Contagem, ela relembrará
seus encontros com a amiga alemã de origem judaica, que morreu aos 15
anos em um campo de concentração, e contará a todos um pouco o que foi o
"horror" da Segunda Guerra Mundial e a perseguição do nazismo aos
judeus.
Na quarta-feira (30/9), das 15h às 17h,
ela participará de colóquio com estudantes e educadores de escolas da
Rede Municipal de Ensino e da Fundação do Ensino de Contagem (Funec), no
hall principal do Shopping Contagem. Na oportunidade, ela também
lançará o livro "Memórias do Holocausto".
Na quinta-feira (1/10), entre 9h e 11h,
Nanette Konig será homenageada na Câmara dos Vereadores. Já, à noite, a
partir das 19h, ela cumpre a última agenda em Contagem, participando de
uma roda de conversa com estudantes da Funec e da Educação de Jovens e
Adultos (EJA), no auditório da sede administrativa da Funec, no bairro
Eldorado.
O prefeito Carlin Moura, defensor dos
direitos humanos, diz que Contagem se sente honrada por receber a visita
da senhora Nanette, que certamente levará a população contagense a
refletir sobre a importância de se construir uma sociedade mais justa,
pacífica e fraterna. "No ano em que o mundo lembra os 70 anos do fim da
segunda guerra mundial, é importante que a sociedade esteja sempre
atenta para que violações de direitos humanos do passado não voltem a
ser cometidas no presente".
A visita de uma sobrevivente do
Holocausto representa também uma oportunidade para que estudantes
aprofundem conhecimentos sobre fatos históricos que marcaram a
humanidade e mudaram o rumo do mundo sob vários aspectos, observa o
secretário-adjunto de Educação, Ademilson Ferreira. "A vinda de dona
Nanette certamente os levará a reflexão sobre vários temas atuais de
direitos humanos, inclusive, sobre as questões de exclusão social e de
discriminação em razão da nacionalidade, crença religiosa, etnia,
orientação sexual e opinião, violações essas que ocorrem, diariamente,
em diversos países do mundo".
De acordo com o secretário, a visita da
sobrevivente holandesa se insere ainda no contexto do "Projeto Cultura
de Paz e Mediação de Conflitos no Ambiente Escolar", que, em breve, será
implementado nas escolas da Rede Municipal de Ensino.
Durante o Holocausto, estima-se que 1,1
milhão de pessoas foram mortas em Auschwitz, a maioria judeus.
Prisioneiros de guerra poloneses, romanos e soviéticos, além de outras
nacionalidades, também foram vítimas. Eles foram mortos com gás,
fuzilados, enforcados e incinerados no campo, antes do Exército Vermelho
derrubar seus portões no inverno de 1945.
Biografia
Nanette Blitz Konig nasceu em 6 de abril
de 1929, em Amsterdã, Holanda. Sua família era de origem judia e seu
pai trabalhava no Banco de Amsterdã. Tinham uma vida normal até o
desencadear da Segunda Guerra Mundial.
A partir de maio de 1940, a Holanda é
ocupada pelo exército alemão e os nazistas começam a perseguir os
judeus. No início de outubro de 1941, os alunos judeus têm que
frequentar escolas separadas dos outros e é nessa ocasião que Nanette
torna-se colega de classe de Anne Frank, no Liceu Judaico.
Em setembro de 1943, a família Blitz é
presa e levada para o campo de transição de Westerbork. Em 15 de
fevereiro de 1944, Nanette, seus pais e seu irmão são deportados para o
campo de concentração de Bergen-Belsen. Neste campo, a família Blitz é
enviada para uma parte conhecida como "Sternlager", onde, às vezes,
prisioneiros comuns eram trocados por soldados alemães prisioneiros.
Em janeiro de 1945, Nanette é enviada
para outra parte do campo de Bergen-Belsen, conhecida como campo pequeno
para mulheres. De lá, ela vê Anne no campo grande de mulheres, através
da cerca de arame farpado. Estes dois campos tornam-se um só, depois que
a cerca de arame farpado é retirada, em fevereiro de 1945.
No final de novembro de 1944, o pai de
Nanette morre de exaustão e doenças. No início de dezembro, o irmão de
Nanette e sua mãe são transferidos de Bergen-Belsen e ela permanece lá
sozinha.
Sua mãe morre no trem cinco dias depois
que parte do campo de concentração Beendorf. O irmão dela morre no campo
de concentração de Oranienburg.
Nanette sobrevive a Bergen- Belsen e é
salva pelo major britânico Leonardo Berney, hoje com 93 anos. Depois da
guerra, ela passou três anos hospitalizada por ter contraído tifo,
doença que matou Anne Frank. Nesta época, ela recebe de Otto Frank um
exemplar do livro escrito por Anne Frank - "Het Achterhuis"(O Anexo
Secreto).
Quando se recuperou, foi morar na Inglaterra, onde conheceu o atual marido, John Konig, que é húngaro. Em 1953, os dois se casaram e mudaram para o Brasil logo em seguida. Ela e John têm três filhos, seis netos e quatro bisnetos. Nanette hoje segue dando palestras e falando sobre o Holocausto pelo mundo.
Quando se recuperou, foi morar na Inglaterra, onde conheceu o atual marido, John Konig, que é húngaro. Em 1953, os dois se casaram e mudaram para o Brasil logo em seguida. Ela e John têm três filhos, seis netos e quatro bisnetos. Nanette hoje segue dando palestras e falando sobre o Holocausto pelo mundo.
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